Há dias em que me apetece fazer pão sem a solenidade de um grande “projecto”. É aí que a focaccia entra: uma massa húmida, quase preguiçosa, que se estica com as mãos e, no fim, recompensa com uma crosta dourada e um miolo cheio de bolhas. Enquanto o alecrim aquece no forno, a cozinha fica com aquele perfume que me lembra fins de tarde calmos, quando o tempo abranda.
Gosto de a servir ainda morna, com um fio de azeite a brilhar por cima e tomates cereja que rebentam em doçura. Se quiseres uma ideia para completar a mesa, espreita as migas alentejanas autênticas (para outro dia de pão feliz) ou uma entrada simples como a creme de ervilhas com hortelã.
Ingredientes
- 🍞 500 g de farinha de trigo (tipo 65)
- 💧 400 ml de água morna
- 🧂 10 g de sal fino
- 🫒 60 ml de azeite virgem extra (mais um pouco para a forma e para regar)
- 🧫 7 g de fermento de padeiro seco (ou 20 g de fresco)
- 🍅 200 g de tomate cereja, cortado ao meio
- 🌿 1 a 2 raminhos de alecrim
- 🧂 Flor de sal, q.b.
Modo de Preparo
Preparar a massa
- Numa taça grande, dissolve o fermento na água morna. Junta a farinha e mistura com uma colher até não veres farinha seca.
- Junta o sal e cerca de metade do azeite. Mistura mais um pouco — a massa vai ficar pegajosa, é mesmo assim.
Primeira fermentação
- Tapa a taça e deixa repousar 10 minutos. Depois, faz 3 a 4 dobras simples (puxa uma ponta da massa e dobra para o centro), com intervalos de 10 minutos.
- Tapa e deixa levedar até duplicar (cerca de 1 a 1h30, dependendo da temperatura da cozinha).
Formar e rechear
- Unta bem um tabuleiro com azeite. Verte a massa e, com as mãos untadas, estica-a suavemente. Se encolher, espera 10 minutos e volta a esticar.
- Espalha o tomate cereja, pressiona ligeiramente e distribui o alecrim. Rega com azeite e deixa levedar mais 30 a 45 minutos, até ficar bem fofa.
- Faz covinhas com as pontas dos dedos (com delicadeza, sem “esmagar” demais), polvilha com flor de sal e mais um fio de azeite.
Forno
- Leva ao forno pré-aquecido a 220 ºC (calor acima e abaixo) por 20 a 25 minutos, até dourar bem.
- Retira e deixa repousar 10 minutos antes de cortar. Se quiseres uma sugestão de acompanhamento com sabores doces e salgados, a tarte tatin de cebola roxa com queijo de cabra fica maravilhosa ao lado.
Conclusao
O que eu adoro nesta focaccia é a mistura de simplicidade e “efeito uau”: por dentro fica húmida e elástica, por cima crocante, com o azeite a puxar tudo para um sabor redondo. Se sobrar (raro), no dia seguinte ainda aquece lindamente na frigideira ou no forno.
E se estiveres numa fase de receitas de conforto com pão, guarda também esta açorda alentejana fácil para um jantar rápido e aconchegante. Aqui em casa, são as duas coisas que “cheiram a casa” assim que começam a cozinhar.

